A era das armas inteligentes chegou

A era das armas inteligentes chegou

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A era das armas inteligentes chegou e já gera tensão nas indústrias de armas de fogo da Europa e dos EUA.

A finalidade da criação destas armas tecnologicamente avançadas versa menos sobre a criação de máquinas de matar eficientes e mais sobre como melhorar a segurança das armas de fogo.

No entanto, alguns ativistas dos direitos das armas nos EUA acreditam que armas inteligentes são uma ameaça ao direito de manter e portar armas.

Recentemente, o Presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou um programa do governo com a meta de diminuir o número de mortes provocados por armas de fogo no país. E entre várias medidas encontra-se a pesquisa e desenvolvimento das armas inteligentes, visando o uso por policiais e civis.

O que é uma arma inteligente?

Uma arma inteligente é uma arma de fogo que implementa várias tecnologias, incluindo sensores de proximidade, biometria, ímãs, identificação por rádio frequência (RFID) e microchips para melhorar a segurança das armas.

Há muitos tipos diferentes de armas inteligentes e a ideia não é nova e alguns exemplos remontam à década de 1970.

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O Armatix iP1 é uma arma inteligente que só pode trabalhar dentro de 25 cm de distância do seu relógio.

Poucas armas inteligentes são atualmente disponíveis para compra, mas vários protótipos inéditos estão em desenvolvimento por fabricantes de armas, tais como Colt, Mossberg, TriggerSmart, Australian, entre outras.

Como funcionam?

As Armas inteligentes iniciais, tais como o sistema de Magna-Trigger, eram simples na sua concepção. O Magna-gatilho consiste em um ímã colocado dentro da alça de um revólver.

Este ímã bloqueia o gatilho da pistola que só poderá ser desbloqueado com um oposto do magneto que é usado na forma de um anel pelo proprietário da arma.

A Armatix iP é uma pistola inteligente semiautomática que se comunica com um relógio de RFID, que é usado pelo utilizador da pistola.

E graças a um dispositivo de rastreamento interno em ambos a arma e relógio, a pistola não dispara se estiver longe do proprietário. O relógio também pode fornecer dados úteis para o usuário, como quantas munições foram disparados, através de um código PIN é possível travar ou habilitar a arma.

A empresa norte-americana e austríaca chamada Biomac está atualmente trabalhando em um sistema que vai usar sensores ópticos para medir os dados biométricos abaixo da pele de um usuário, a fim de determinar se o indivíduo segurando a arma é o legítimo proprietário dela.

Se os dados biométricos não forem reconhecidos, a arma não dispara. A empresa afirma que irá permitir o reconhecimento de um número de utilizadores diferentes para uma única arma e que possibilitarão um sistema de ajuste para armas mais antigas, caso o proprietário queira inserir o novo sistema.

Outra tecnologia já disponível no mercado é a Intelligun, criada pela companhia Kodiak Industries. Diferente do equipamento da Armatix, esse dispositivo opera com um scanner de digitais adaptado a uma Colt 1911 — um dos modelos mais populares nos EUA e que já teve algumas de suas versões passadas adotadas pelo exército brasileiro.

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O leitor biométrico fica localizado na coronha, onde o dedo médio geralmente fica posicionado. Para permitir o disparo, o sistema realiza a leitura e a comparação da digital de quem está com a posse da arma. Se a digital não for identificada como a do dono, a arma é completamente bloqueada.

Quando o assunto é tiro de longa distância, um dos equipamentos mais avançados é o rifle da TrackingPoint — o qual está sendo testado pelas forças armadas dos Estados Unidos. O que chama atenção nesse armamento é a sua composição que traz funções presentes em computadores.

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A vantagem dessa arma está, na verdade, em sua mira telescópica. Ali estão localizados: bússola, microfone, servidor WiFi, calculador de balística, lentes, sensores de pressão, temperatura e infravermelho, além de um filtro para atirar sob condições climáticas ruins. Todos esses dispositivos coletam informações, as quais são processadas por um microchip comandado por um sistema baseado em Linux.

A compatibilidade de interação com dispositivos com tela sensível a toque é mais uma peculiaridade do rifle. Assim, basta o atirador tocar no alvo que surge na mira para marcá-lo e deixar que o rifle faça todo o trabalho de cálculo para que o tiro saia preciso e perfeito. Depois é só fazer com que a mira secundária exibida no display chegue até o ponto previamente marcado. Assim que esses dois elementos se encontram, a arma dispara sozinha.

Mais do que dar “inteligência” para as armas, as fabricantes de armas também estão investindo no desenvolvimento tecnológico das munições. Um exemplo disso são os cartuchos disparados pelo rifle XM25 — que já participou de alguns conflitos no Afeganistão. As cápsulas possuem 25 milímetros, sendo capazes de perfurar quase todo tipo de material. Mas isso não é o motivo da revolução trazida por esse equipamento.

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O destaque aqui é o fato de cada bala contar com uma espécie de microcomputador que promove explosões controladas. Basicamente, o atirador pode determinar o momento em que a munição deve explodir, liberando os estilhaços que podem atingir um inimigo que estava protegido ou escondido.

As Vantagens desses novos sistemas

No uso civil de equipamentos bélicos, a principal vantagem é evitar acidentes domésticos. Não são poucos os casos em que crianças acabam encontrando armamentos mantidos por seus pais em casa e causam tragédias.

Além disso, a adoção desse tipo de tecnologia evita que uma pessoa ou um policial, por exemplo, que tenha sido desarmado por um criminoso seja ferido por sua própria arma — uma situação que acontece mais do que imaginamos. Por fim, soldados em campo de batalha se expõem menos graças aos recursos que permitem a mira sem que necessariamente a cabeça do combatente esteja próxima à arma.

Esses sistemas podem ser violados?

Não sabemos. Poucas pessoas têm usado essas armas e, como tal, não foram expostas a ameaças externas suficientes para determinar se a pirataria é uma questão séria.

No entanto, o que sabemos é que algumas etiquetas RFID podem ser violadas. O que se sabe no presente é que dados contidos em Chips são facilmente violados por pessoas de má fé, de forma fácil.

A biometria pode ser ainda menos seguro. Por exemplo, scanners de impressões digitais podem ser comprometidos com um simples molde de uma digital, impressa em um papel carbono ou vegetal, como demonstrado por um usuário ao utilizar biometria no Aparelho Smartphone Galaxy S5.

Um fator importante, considerando o uso de equipamentos que tornam a arma extremamente tecnológica, existem a possibilidade de panes e travamentos no momento do uso real. O que poderia ocasionar a morte de seu utilizador.

Fonte(s): BBC

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Formado em direito, Policial Militar, Amante de Tecnologia, Carros, Internet, Seriados, Filmes, etc. Idealizador deste site. Passa mais tempo no computador do que deveria.

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